In collaborazione con altre organizzazioni della società civile e Stati membri delle Nazioni Unite, Conectas e ABGLT mirano a minare la rielezione del Brasile.

Per la prima volta nella storia della democrazia in Brasile, le ONG stanno facendo una campagna contro il mantenimento del Paese in uno degli organi delle Nazioni Unite. Conectas Human Rights e l’associazione brasiliana di lesbiche, gay, bisessuali, travestiti, transessuali e intersessuali (ABGLT) hanno rilasciato dichiarazioni contrarie al rinnovo del mandato brasiliano presso il Consiglio dei diritti umani delle Nazioni Unite, invitando i governi stranieri a non votare per il Brasile nelle prossime elezioni.

Per rimanere uno dei 47 membri del consiglio, il Brasile ha bisogno di 97 dell’Assemblea Generale delle Nazioni Unite 194. I membri vengono eletti per un mandato di tre anni e non possono essere rieletti dopo due mandati consecutivi, il che significa che il Paese rimarrà in carica per l’intero governo di Bolsonaro. L’agenda per i diritti umani di Brasilia, tuttavia, smantella le ipotesi che il Brasile aveva già assunto nelle precedenti amministrazioni.

La votazione si svolgerà il 16 ottobre e, a quel punto, entrambe le ONG faranno campagna per spingere i paesi membri a non sostenere la rielezione. Altre dieci nazioni stanno cercando la rielezione, come Germania, Giappone e Paesi Bassi. Armenia e Sudan stanno cercando la loro elezione.
Il Brasile ha già dimostrato di usare la propria sede in seno al Consiglio in modo intransigente con le vittime di abusi in tutto il mondo che spesso non possono contare sui propri governi e vedono una speranza di protezione alle Nazioni Unite“, afferma Camila Asano, coordinatrice Conectas, un’organizzazione che promuove i diritti umani nei paesi in via di sviluppo.

In una nota pubblica, lanciando la campagna contro il rinnovo del mandato brasiliano, la ONG presenta alcuni esempi: il governo ha influenzato negativamente le risoluzioni sui diritti sessuali e riproduttivi, ha chiuso il dialogo sulla base della “minaccia globalista” e ha offeso l’Alta La commissaria delle Nazioni Unite per i diritti umani Michelle Bachelet attaccando suo padre, ucciso durante la dittatura cilena.

Nel frattempo, il governo brasiliano ha prodotto materiale di propaganda per raccogliere voti in cui pone le priorità della “famiglia e della religione” come priorità dei diritti umani, omettendo le questioni considerate importanti dalle ONG, come la situazione della popolazione carceraria, la violenza della polizia, l’ambiente e la popolazione LGBT. Secondo Conectas, il Brasile non ha le credenziali necessarie per essere rieletto, tra cui la cooperazione con il Consiglio per i diritti umani e i suoi meccanismi e il rispetto delle istituzioni nazionali per i diritti umani (NHRI).

Il piano d’azione ora è quello di una campagna elettorale al contrario, in cui invece di ottenere voti, Conectas e ABGLT intendono placarli. “Facciamo affidamento su altre organizzazioni della società civile in tutto il mondo per abbracciare questa causa, per spingere i paesi membri nelle proprie case”, afferma Symmy Larrat, presidente di ABGLT.
La ONG, che difende la cittadinanza e i diritti umani delle persone LGBT, non ha risorse finanziarie per andare a Ginevra in tutte le assemblee, ma Larrat ha già partecipato a discussioni sul genere e la sessualità: “Facciamo parte di una rete di organizzazioni che difendono i diritti umani e la offensiva del Brasile ha già causato disagio“, afferma.

Conectas intende agire in modo più diretto: “Parleremo con i paesi membri delle Nazioni Unite per approfondire le nostre preoccupazioni in merito alle politiche retrograde adottate a livello nazionale e alla diplomazia irrispettosa che ha sempre più isolato il nostro paese a livello internazionale“, afferma Asano.
Senza specifici paesi in vista, poiché la politica è “un paese, un voto”, Conectas intende anche investire dall’altra parte, accusando gli altri paesi del gruppo di cui fa parte il Brasile, GRULAC (Gruppo di paesi dell’America Latina e Caraibi alle Nazioni Unite), che rappresentano anche le elezioni per il Consiglio, quindi ci sono più opzioni di voto in futuro.

In ogni caso, la pressione è già in atto, indipendentemente dal fatto che il Brasile rimanga o meno in seno al Consiglio. Se non verrà eletto, sarà sul radar degli altri membri a causa della campagna pubblicitaria avviata dalle ONG. Se lo sarà, non potrà inciampare, perché tutti staranno a guardare: “Sarà responsabilità dei paesi che hanno votato in Brasile far sì che il nostro paese non usi il suo posto per attaccare coloro che dovrebbero essere protetti dall’agenzia “, afferma Camila.


Consiglio delle Nazioni Unite per i diritti umani in Svizzera:
l’elezione dei membri per il prossimo mandato avrà luogo il 16 ottobre

 

ONGs querem o Brasil fora do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Pela primeira vez na história da democracia no Brasil, ONGs estão fazendo uma campanha contra a manutenção do país em um dos órgãos das Nações Unidas. A Conectas Direitos Humanos e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) emitiram comunicados se posicionando contra a renovação do mandato brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU, apelando para que governos estrangeiros não votem pelo Brasil nas próximas eleições.
Para permanecer como um dos 47 membros do conselho, o Brasil precisa de 97 dos 194 da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Os membros são eleitos por um período de três anos e não podem ser reeleitos após dois mandatos consecutivos, o que significa que o país permaneceria no órgão durante todo o governo Bolsonaro.  A agenda de direitos humanos de Brasília, porém, desmonta premissas que o Brasil já havia assumido em administrações anteriores.

A votação ocorrerá no dia 16 de outubro, e até lá ambas as ONGs farão campanha para pressionar os países membros a não apoiarem a reeleição. Outras dez nações pleiteiam a reeleição, como Alemanha, Japão e Holanda. Armênia e Sudão buscam sua eleição.
O Brasil já deu demonstrações de usar seu assento no Conselho de forma descompromissada com as vítimas de abusos em todo o mundo, que muitas vezes não podem contar com seus próprios governos e veem na ONU uma esperança de proteção”, diz Camila Asano, coordenadora de programas da Conectas, organização que promove direitos humanos em países em desenvolvimento.

Em nota pública, na qual lança a campanha contra a renovação do mandato brasileiro, a ONG apresenta alguns exemplos: o governo influenciou negativamente resoluções sobre direitos sexuais e reprodutivos, se fecha ao diálogo sob o argumento da “ameaça globalista”, e ofendeu a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, atacando seu pai, morto durante a ditadura chilena.

Enquanto isso, o governo brasileiro produziu um material de propaganda para angariar votos em que coloca como prioridades no que se refere aos direitos humanos a “família e religião”, omitindo temas considerados importantes pelas ONGs, como a situação da população carcerária, a violência policial, o meio ambiente e a população LGBT. Na visão da Conectas, o Brasil não possui as credenciais necessárias para ser reeleito, que incluem cooperação com o Conselho de Direitos Humanos e seus mecanismos e conformidade com instituições nacionais de direitos humanos (NHRIs).
O plano de ação, agora, é o de uma campanha eleitoral ao contrário, na qual ao invés de angariar votos, a Conectas e a ABGLT pretendem aplacá-los. “Dependemos de que outras organizações da sociedade civil ao redor do mundo abracem essa causa, para pressionar os países membros em suas próprias casas”, diz Symmy Larrat, presidente da ABGLT.

A ONG, que defende a cidadania e os direitos humanos de LGBT, não tem recursos financeiros para ir a Genebra em todas as Assembleias, mas Larrat já participou de discussões acerca de gênero e sexualidade da ONU. “Fazemos parte de uma rede de organizações que defendem os direitos humanos, e a narrativa ofensiva do Brasil já causou incômodo”, diz.
Já a Conectas pretende atuar de forma mais direta: “Vamos dialogar com os países membros da ONU para aprofundar nossas preocupações em relação às políticas retrógradas adotadas nacionalmente e à diplomacia desrespeitosa que tem isolado cada vez mais nosso país no âmbito internacional”, afirma Asano.

Sem países específicos na mira, já que a política é “um país, um voto”, a Conectas também pretende investir pelo outro lado, cobrando que outros países do grupo que o Brasil faz parte, o GRULAC (Grupo de Países da América Latina e Caribe na ONU), também se candidatem na eleição para o Conselho, para que haja mais opções de voto no futuro.
De qualquer forma, a pressão já está estabelecida, quer ou não o Brasil permaneça no Conselho. Se não for eleito, vai estar no radar dos outros membros devido ao alarde da campanha iniciada pelas ONGs. Se for, não vai poder tropeçar, porque todo o mundo estará assistindo: “Será responsabilidade dos países que votaram no Brasil cobrança para que nosso país não use sua vaga para atacar aqueles que deveriam ser protegidos pelo órgão”, diz Camila.