Safira Bengell, Commendadora, attivista per i diritti LGBTQIA in Brasile e nel mondo e nostra inviata speciale, ha intervistato la famosa stilista di moda brasiliana Marilia Luthya.

Creazione della stilista Marilia Luthya

Come ti definiresti come trans e come professionista stilista?
Non mi definisco, chi mi deve definire sono le altre persone, se lo facessi io, mi etichetterei e diventerei prigioniera di uno stereotipo. Sono solo Marilia Luthya  niente di più.

Come hai iniziato la tua carriera di stilista in Brasile?
Da adolescente già disegnavo e cucivo i miei vestiti. Ho imparato il mestiere osservando mia madre che è una sarta a Sao Luis de Maranhao. Dopo essermi trasferita a Rio de Janeiro, ho iniziato a lavorare come modellista nel miglior atelier di Cidade Maravilhosa, dal defunto Luis Fernando, dove ho imparato tutte le tecniche di haute couture.

Quando hai iniziato ad interessarti alla moda?
Quando avevo circa 10 anni, ho visto su una copertina di una rivista la foto di una modella che indossava una splendida creazione di Coco Chanel e in quel momento ho capito cosa volevo fare da grande.

Qual è stato il lavoro più importante nella tua carriera?
Tutti sono stati importanti, perché ognuno è stato un passo nel cammino di miglioramento e perfezionamento del mio lavoro e della mia arte.

Sappiamo che collabori con i concorsi di bellezza. Come è iniziato tutto?
Da adolescente, ho iniziato ad addentrarmi in questo mondo partecipando ai concorsi nella mia terra natale, Maranhao,  fino a quando non ho ottenuto il titolo di Miss Maranhao nel 1986. Da allora, ho continuato a competere fino a quando ho ottenuto il titolo di Miss Ceará 1987, e dopo essermi trasferita a Rio de Janeiro ho raggiunto il titolo massimo di Miss Brasil, che ho vinto a Juiz de Fora nel 1990.

Ora crei costumi per il famoso Carnevale di Rio.
Sì, realizzo i costumi di alcuni importanti performer del carnevale, da Jozinho Trinta fino a Paulo Barros.

creazione della stilista Marilia Luthya

In Europa, proprio in Italia, sei stata una delle artiste che maggiormente ha collaborato con il mondo dei concorsi. Come ricordi quel periodo?
È stato un periodo molto divertente e mi manca molto. Non dimenticherò mai quella competizione in cui c’erano solo due candidati e in cui il nostro amico L.L. è riuscito a ottenere il terzo! (ride)

L’Europa ha influenzato il tuo attuale lavoro?
Il mio soggiorno in Italia mi ha permesso di osservare da vicino il lavoro dei migliori designer e di arricchire le mie conoscenze.

Come vedi la situazione attuale degli stilisti in Brasile, in particolare trans?
Parlare di questo sarebbe esprimere un mio giudizio, ma non penso sia giusto giudicare il lavoro di altri stilisti, né la situazione della haute couture in Brasile, non sarebbe deontologicamente corretto. Deve giudicare il pubblico, non io.

La presenza di stilisti trans nel mercato della moda è importante per la lotta contro la discriminazione?
Nella lotta contro la discriminazione, non importa che lavoro fai, ma come lo svolgi tu. Ciò che conta è il rispetto, che non si conquista con il lavoro, ma con il modo di essere e di comportarsi nel quotidiano.

Non pensi che l’alta moda dovrebbe essere più organizzata come categoria professionale?
L’alta moda più che una professione è arte e non c’è modo di organizzare gli artisti, ogni volta che qualcuno cerca di organizzarli come categoria professionale, la loro arte sarebbe banalizzata e non sarebbe più tale, evaporerebbe come neve al sole.

Perché gli stilisti trans non cercano maggiori specializzazioni?
L’alta moda è e sarà sempre un’arte e le arti non si apprendono nelle scuole. In un corso superiore o professionalizzante si possono imparare i principi di base, a maneggiare un pennello, un violino o un paio di forbici, che sono gli strumenti dell’artista. L’arte non è questione di ricercare una specializzazione, ma è ricerca in se stessi, che va fatta con dedizione, perseveranza e pazienza.

***
Versão em português

Como você se define como mulher trans e como profissional?
Eu nao me defino, que tem que me definir sao os outros, se eu me definisse de un jeito o de um outro estaria me rotulando e ficando prisoneira de um estereotipo. Eu sou simplismente Marilia Luthya nada mais que isso.

Como iniciou sua carreira como estilista no Brasil?
Desdé de adolescente já desenhava e costurava as minhas roupas, aprendí o oficio observando minha mae, que é costureira em Sao Luis de Maranhao. 
Depois de me mudar para o Rio de Janeiro passei a trabalhar como modelista no melhor atelier da Cidade Maravilhosa, o do saudoso Luis Fernando, onde aprendí todas as tecnicas da Alta Costura.

O que te levou a gostar da moda?
Quando eu tinha uns 10 anininhos eu vi em uma capa de revista a foto de uma modelo vestindo uma deslumbrante criacao de Cocó Chanel, e naquele instante eu soube o que queria fazer quando crescer.

Cite alguns trabalhos que foram importantes em sua carreira.
Todos foram importantes, pois cada um deles foi um passo dado na jornada do aprimoramento e aperfeçoamento do meo oficio e da minha arte

Sabemos que você tem uma ligação com os concursos de beleza, e de que maneira iniciou- se esta relação. 
Desdé de adolescente comencei partecipar de concursos na minha terra natal, o Maranhao, até chegar ao titulo de Miss Maranhao em 1986, continuei brincando del Miss na minha estadia no Ceará, até conquistar o titulo de Miss Ceará 1987, e depois de me mudar para o Rio de Janeiro cheguei ao titolo maximo de MissBrasil, que ganhei em Juiz de Fora em 1990.

Você desenvolve o no  Carnaval do Rio de Janeiro
Sim, desenvolvo os figurinos de algun carnavalescos importantes, desdé Joazinho Trinta até Paulo Barros.

Na Europa, precisamente na Itália você foi uma das artistas que passaram por nossas mãos e colaboraram com os concursos por nos realizados. O que foi para voce estes momentos naquele periodo?
Foi um periodo muito divertido e do qual tenho muita saudade.
Eu nunca esquecerei aquele concurso no qual só tinha dois candidadas e no qual a nossa amiga L.L. conseguiu chegar em terceiro lugar!

O que a Europa influenciou no seu trabalho atual? 
A minha estadia na Italia me permeteu de observar de perto os trabalhos dos melhores estilistas e de enriquecer os meus conhecimentos.

Como você vê a atual situação dos estilistas no Brasil, principalmente as Trans? 
Para falar da situação dos estilista no Brasil deveria manifestar um meo juizo, mas eu não acho certo julgar os trabalhos dos outros estilista, nem a situação da alta costura, nao seria deontologicamente correto, que tem que julgar isso é o publico, nao eu.

É importante para a luta contra a discriminação a presença desta população no mercado da moda?
Na luta contra a discriminacao nao importa o trabalho que vc faz, mas como vz o faz, 
na luta contra a discriminacao o que importa é o respeito que vc conquista nao com seu trabalho, mas com o seu modo de ser e de se comportar no dia a dia.

Você não acha que deveria ser mais organizada como categoria profissional?  
A alta costura mais que profissao é arte, e nao tem como organizar os artistas, no momento que alguem tentasse organizarlos como categoria profissional a arte deles seria banalizada e nao seria mais arte, que evaporaria como neve no sol.

Porque as estilistas Trans na maioria  nao buscam a formação superior?
Porque a moda antes que uma profissao é arte, a Alta Costura é e sempre será uma arte, e as artes nao se aprendem nas escolas. 
Em um curso escolar, superior ou professionalizante que seja, pode se aprender os principios fundamentais, os basicos, pode se aprender como manusear um pincel, um violino o uma tesoura, que são os instrumentos do artista, mas saberlos manusear nao que dizer ser um artista, a arte nao é coisa de se buscar num curso superior o em um instrumento, mas em se mesmos, com dedicaçao, perseverança e paciencia. 

Obrigado Marilia Luthya!

Salva

marilia Luthya è stilista e designer brasiliana.

marilia Luthya è stata intervistata dalla commendadora Safira Bengell

gli abiti disegnati da marilia luthya vengono indossate da modelle trans

marilia luthya ha realizzato abiti per numerosi sfilate carnevalesche