Uma pessoa foda. Forte. Linda. E uma lenda. Essas são algumas das características que podemos destacar em Leandrinha Du Art. Aos 23 anos, ela é fotógrafa, escritora, ativista e palestrante. Também é uma referência para as mulheres trans, travestis, LGBs e pessoas com deficiência.

Leadrinha roda o Brasil falando de sua trajetória para se aceitar uma pessoa cadeirante – ela nasceu com a rarasíndrome de Larsen, que afeta o desenvolvimento dos ossos, chegou a passar por diversas cirurgias, até que embarcou no processo de autoaceitação. Depois, disse ao mundo que é mulher trans.
Para quem espera uma história de sofrimento… Ela até fala dos caminhos espinhosos que percorreu, mas faz questão de deixar reflexões positivas e falar sobre o momento ótimo em que vive. Menciona seus privilégios, como o de ter sido aceita pela família, e reverencia as travestis de outrora que morreram pela transfobia e abriram caminho para que ela pudesse estar onde está hoje.

O bate-papo exclusivo com Leandrinha ocorreu por meio de uma chamada de vídeo pelo Facebook (seria pelo Skype caso o som não estivesse zoado). Falamos sobre questões envolvendo o autoconhecimento, transfobias fora (e dentro) do meio, deficiência, amores e sexo. Afinal, ela já está cansada de falar apenas sobre acessibilidade. Sim, pessoas com deficiência fodem. E fodem forte e gostoso!

– Algo que muitas pessoas trans sempre relatam é o conflito com o espelho. Como você lidou e lida com ele?
Primeiro, o maior conflito ocorreu para me entender enquanto pessoa com deficiência. O que me prendia não era o fato de ser trans, era a relação que eu tinha com o meu corpo, com a imagem e com o espelho. Era ser uma pessoa com deficiência e achar, entre aspas, que estava “condenada” a uma cadeira de rodas pelo resto da minha vida e que esse era o maior problema de todos. Agora, me entender enquanto trans eu já me entendia desde pequena. Eu não era um menino. E é óbvio que seria muito mais difícil se eu não tivesse o apoio da minha família. Eu estaria na bosta e provavelmente não teria chegado aonde estou.

A população trans também acaba cobrando alguns padrões de estética. Isso de alguma maneira chegou a ser uma questão?
Claro, tentam encaixar as pessoas em determinados nichos e enquadrá-las. O que define ser uma mulher cis? O que define ser uma mulher trans? Parece absurdo, mas existe uma imposição para criar um padrão para quem está fora do padrão. Por exemplo: sinto uma pressão e uma cobrança de um modelo específico de ser trans. Como se ser mulher trans só pudesse ser aquela que odeia o seu pau, aquela que é muito feminina, que tem o cabelão no cu, que faz procedimentos estéticos. Com os homens trans, a cobrança é para que ele seja hétero, que seja peludo, que seja escroto e um macho alfa. Essa imposição da imagem a gente encontra dentro do próprio meio e eu, enquanto pessoa com deficiência, olho para esse meio e falo: então eu não sou uma mulher trans, porque não me enquadro nesse padrão, que nada mais é que o padrão hetero cis normativo branco e religioso, que as pessoas trans também estão pegando como verdade. Mas esse padrão da sociedade heteronormativa branca e religiosa exclui LGBTs e ponto final. A minha sorte é que eu tenho plena convicção de quem eu sou, do que eu preciso ou não para dizer se algo me define ou não. Mas tem gente que se mata para tentar se enquadrar, para tentar ser do nível que essa ditadura de padrões impõe.

Li em um texto seu que “Não é um corpo perfeito que te faz poderosa, sexy, gostosa, e sim a forma como você se aceita e se ama”. Como se sentir bem e confiante quando as pessoas te apontam?
Não é simples. Levei muito tempo para me entender enquanto pessoa com deficiência. Você tem um corpo diferente dos demais corpos, que já estão o tempo todo se digladiando para tentar se encontrar. É só ver as mulheres cis se matando para ser aquele padrão de beleza. Tem pessoas que morrem sem se descobrir, sem colocar para fora o que realmente são. Mas acho que tudo tem o seu tempo e é muito pessoal. No meu caso, precisei me esconder durante anos para que, hoje, eu pudesse dar meu close de beleza para todo Brasil. Consegui dar um start na minha quando falei: eu tenho um corpo, ele é torto, sim, tem limitações, sim, mas está tudo bem. Passar por cima do problema e fingir que ele não existe é burro e torturante. Eu optei por andar de mãos dadas com o meu problema. Sim, sou diferente das demais pessoas e está tudo bem. 

Aconteceu algo que tenha dado esse start?
Isso mudou quando eu tive a minha primeira relação sexual. Foi um dos meninos mais bonitos da escola, que me parou e falou: “Quero um beijo”. Eu falei: Como pode o menino mais lindo dessa escola querer me beijar? Como ele pode ver beleza em mim, que vivia me escondendo embaixo de roupas largas e que não conseguia me olhar no espelho e me enxergar poderosa, gostosa, desejável, capaz de desejar alguém? Aquilo deu um star na minha cabeça. A hora é agora, eu vou ter que parar, porque as coisas estão passando na minha frente e eu estou presa dentro de mim mesma. Mas tudo leva um tempo para você se entender e se descobrir. Hoje, das pessoas com deficiência LGBT, eu sou a referência dessas pessoas. Mas na minha época eu não tinha referência nenhuma, eu não estava inserida no meio LGBT e não via pessoas com deficiência. Hoje talvez seja mais fácil para você se descobrir, porque está surgindo novos rostos, pessoas pautando as mesmas coisas e você pode olhar e falar: “Eu sou igual essa pessoinha”.

Você também é fotógrafa. O que é o belo para você tendo esse olhar profissional?
Penso que enquanto uma pessoa com deficiência busco olhar a beleza de outros ângulos. Sempre busquei beleza no que era dito não ser belo. E o curioso é que as pessoas mudam suas concepções quando veem aquela beleza na foto. Por meio desse trabalho, provo que posso ser uma fotógrafa de outro ângulo, que posso fazer tão bem ou melhor que muitos profissionais que ditam a beleza, querendo ou não. Pois a fotografia dita beleza, é uma das ditadoras dessa questão. E é revolucionário desmistificar esse mundo fotografando procurando outras possibilidades de belo. 

Suas palestras falam bastante de autoestima. Há a identificação de mulheres cis e não cadeirantes?
Por incrível que pareça, o meu maior público é de mulheres cis e héteros. Eu atinjo em massa a família tradicional brasileira. É gratificante quando eu recebo uma pessoa que fez uma defesa de doutorado e que, por conta das coisas que falei, agora ela consegue transar de luz acesa. Alguém pode achar pequeno isso, mas transar de luz acesa para quem passou a vida inteira transando de luz apagada porque tem vergonha do seu corpo, não há cachê que pague. As mulheres cis vem buscando essas adaptações nos corpos pelas normas que a sociedade impõe e que não são reais, que são coisas absurdas e que não vai rolar. Quando eu conto a minha história e essas mulheres veem que tenho um corpo avesso ao delas, talvez por ser mais debilitado que o delas, elas mulheres se libertam. É libertador. A mulher se olha no espelho e se entende poderosa com os peitos caídos, com estria, magra, gorda… Se eu tivesse escutado o meu discurso anos atrás, eu teria me entendido enquanto pessoa com deficiência com muito mais facilidade.

Como foi contar para a família que é uma mulher trans?
Eu assumi primeiro a homossexualidade e, depois de uma semana, eu falei que sou uma menina. Minha família me abraçou duas vezes. Ela entende, me abraça e me apoia. Em várias entrevistas que eu dou, o jornalista me pergunta: “me conta a história de preconceito com sua família”. Mas eu não tenho essa história triste para contar. Eu não fui esquartejada, não fui expulsa de casa, não precisei ir para a esquina me prostituir por necessidade, eu sei que ao meu redor não é desse jeito que funciona para grande parte. Eu entendo o meu privilégio e, por meio do meu privilégio, eu tento dar voz a essas pessoas. Sei que muitas morreram para que hoje eu possa falar em cima de um palco para centenas de pessoas. Sei que muitas fizeram sexo com soldados e depois foram assassinadas por eles na ditadura. Sei que muitas tiveram seus corpos queimados para que eu esteja aqui dando essa entrevista. Eu entendo toda essa linhagem e não quero falar por essas pessoas. Mas posso lembrar que elas existem. 

De qual maneira ser cadeirante atravessa sua vida de mulher trans e ser mulher trans atravessa a sua vida enquanto cadeirante?
Existe uma linha tênue entre duas coisinhas. As pessoas colocam as pessoas com deficiência no patamar de pena e glória. Tudo o que elas fazem, dizem: “Oh, uma pessoa com deficiência conseguiu fazer, parabéns, vamos enaltece-la”. E também: “Ah, tadinha, uma pessoa com deficiência, que pena dela”. Já a travesti – e vou usar esse termo, porque é um termo político – a gente sabe que é vista como marginal, como prostituta, quanto pessoa volátil. Mas daí quando as pessoas me veem, elas pensam: “ih, gente fodeu. Eu vou ter que amar, ter pena ou odiar?”. Então, não tem meio termo. Eu sou uma travesti e cadeirante, lidem com isso. Como você vai absorver essa história? 

O que as pessoas precisam saber ainda hoje sobre pessoas com deficiência?
Precisa se atentar que pessoas com deficiência não são uma tribo isolada que fica no meio do mato. Elas estão na sociedade junto comigo, com você, com todo mundo. Tem pessoas com deficiência extremamente transfóbicas, machistas, ruins mesmo. E tem pessoas com deficiência que são boazinhas… Elas precisam saber que a pessoa com deficiência possui algum tipo de limitação, mas que são pessoas comuns, que trabalham, consomem, comem, transam, são CEO de emprega… Temos que parar de enxergar a pessoa através de um vidro, como se elas estivessem lá, longe de mim, e eu aqui. Entender que está todo mundo no mesmo barco, só assim as coisas começam a caminhar. Inclusive a caminhar nas discussões que são feitas. Neto, eu não quero mais ter que ficar falando de corrimão e rampa. Eu não quero mais. Há milênios de anos, desde quando começaram os militantes deficientes, o caralho da discussão é essa. Não que ela não seja necessária, mas a gente tem que avançar. Não adianta nada, nada, nada, colocar uma rampa enquanto a pessoa nem se entende enquanto pessoa com deficiência. Não estou falando só de rampa, mas de mobilidade em geral. Não adianta ter um espaço total inclusivo, enquanto a gente não trabalhar essa pessoa, que nem quer sair de casa. A gente tem que avançar muito nas discussões.

A LEITORA MARIANA QUEIROZ PERGUNTA: “Neto, pergunta para ela quais os preconceitos que ela encontrou dentro da comunidade LGBTQ por ser cadeirante?”

Sabe , assim como as pessoas com deficiência , lgbts também são pessoas boas , como são pessoas ruins , e algumas até lgbtfobicas , acredite! Nunca cheguei a passar por nenhuma situação, mas os olhares existem , e se tem alguém que sabe ler um olhar de opressão e preconceito é o oprimido.

Qual outro assunto você acha que a gente deve falar?
Sexualidade, por exemplo…

Então vamos falar…
Estou indo no Brasil todo falando: pessoas com deficiência fodem. E elas fodem com força e fodem gostoso. Falar disso é, para além de uma putaria, porque putaria é uma delícia, algo importantíssimo para que deixemos de lado o olhar de pena. É tentar fazer com as pessoas desvendem os seus corpos o tempo todo, é fazer com que a pessoa se entenda enquanto pessoa com deficiência. Para mim, a mobilidade é só um corto para que a pessoa viva nesse mundo. Ela não serve mais para nada a não ser o conforto de ir e vir, porque todo o ser humano tem o direito de ir e vir. Mas, além disso, para que serve a mobilidade? Bem, podem achar que eu esteja diminuindo a luta pela mobilidade, mas não estou. A todo instante estou dando bafo por conta da mobilidade no meu dia a dia, porque vivemos num país que não é preparado para receber pessoas com deficiência, sejam as pessoas que nascem com deficiência ou que ficam deficientes. São mais de 48 milhões de pessoas. Mas, para além da mobilidade, a gente tem que falar de outras coisas, como empregabilidade, sexualidade, falar de ocupar lugares, ter gente na política, dentro das empresas. A gente precisa avançar. 

Você é hétero, lésbica, bissexual… ?
Eu sou hétero… Todos ficam chateados, né? Mas sou uma mulher trans heterossexual (risos). Recentemente, tenho me relacionado com homens trans. É algo novo e está sendo maravilhoso. Acho que a sexualidade vai da pessoa se permitir e vivenciar isso tudo. 

O que significa orgasmo para você?
Acho que ele está mais atrelado a descobrir os seus prazeres como pessoa com deficiência que em ser trans. Tudo isso vem antes e a questão trans encaixa quando você já resolveu essas questões. Eu não sou uma mulher que odeia o seu pau, já começa por aí. Eu adoro o meu pau e trabalho muito bem com ele, obrigada. Nunca foi um problema explorar o máximo da minha sexualidade e os meus contos eróticos, graças a Deus, me fizeram muito conhecida. Aí estamos fodendo desde então. E fodendo muito bem. Com vários de uma vez, fazendo muitas coisinhas interessantes, mas é uma coisa muito particular, porque para muitos pode soar promiscuidade, pecado ou só ser piranha mesmo. Mas para mim, a sexualidade é só algo natural. A gente não tem que ficar se privando de conhecer o próprio corpo. Não é dar igual chuchu na cerca, é se entender e pautar os seus desejos. 

Qual foi a sua melhor descoberta no sexo?
Eu acho que não me prender a esse estigma que a mulher trans é só passiva, só tem que dar de quatro, só tem que ser garotinha. Não me prender a isso me possibilitou muitos prazeres, me deixar exposta a só foder, ao sexo, ao amor, enfim, como queiram chamar. E não me prender a coisas rotineiras, onde o feminino é sempre passivo, onde eu tenho que transar na cama, com a luz apagada. Todas essas questões me fizeram ter uma vida sexual muito mais ampla.

O que é um bom sexo para você?
Estou tentando imaginar a minha última boa foda. Por mais piranha que eu seja, sou muito romântica. Eu consigo trepar com 200 caras, mas acho que eles não vão ser bons o suficiente a menos que eu gostar de uma pessoa. Para além de uma boa foda, agora vou dar uma de Clarice Lispector, é ter cumplicidade, afeto. Precisa ter, senão é só mais uma foda. Já tive boas fodas que duraram 15 minutos e já passei 4h transando sem parar e me arrependi profundamente. Vai sair um conto meu que o homem fala: “ah, eu tenho que começar a me envolver com mais cadeirantes”, porque eu tinha dado um chá nele. Eu devolvi: “Então tenho que me envolver com menos pessoas ruivas”, porque ele era ruivo. Bem, eles não perdem a oportunidade de serem escrotos. 

Já viveu um grande amor?
Nossa, já. E foi péssimo (risos). Eu não queria falar sobre isso. Mas para você eu falo. Eu já vivi e foi ótimo. 

(risos) Foi péssimo ou ótimo?
(risos) É porque eu sou ainda apaixonada por ele, mas eu tive que abrir mão dele. Registra bem essa frase: “eu jamais ia deixar de fazer o que eu faço, de viver a vida que eu vivo e trabalhar como eu trabalho por causa de pau”. Acima de tudo e de todas as coisas, estou eu. Eu não abrirei mão de mim por ninguém, absolutamente por ninguém. Acho que se permitir vivenciar esses grandes amores é uma tarefa difícil. Se permitir vivenciar esses grandes amores é aprender muitas coisas e você só aprende tomando no cu. E não adianta, esse menino sabe que eu sou apaixonada por ele e as pessoas que eu me relaciono sabem que eu gosto dele, mas há um limite. Deu para entender mais ou menos? 

Deu, sim. O que você faz quando não está viajando, palestrando?
Na atual conjuntura, eu gosto muito de série. Eu estou trabalhando horrores, tenho viajado muito, escrito muito, e não tenho tempo para lazer. O tempo que eu tenho, assisto série. E geralmente com coisas nada a ver com o que eu faço. Se eu assistir, uma série sobre LGBT eu ficaria louca (risos). Não dá, é muita informação. Então eu assisto coisas banais, por exemplo, Grey’s Anatomy, How to Get Away with Murder, As Casas mais Extraordinárias do Mundo. Já assisti todas as séries que envolve advocacia do Netflix. Eu sou formada em direito pela Netflix (risos).

Neste ano, o que podemos esperar de você?
Eu acho que vem antes apostas, muitos desafios. Esse ano vai ser o momento em que as pessoas vão me ver representando ainda mais as bandeiras que eu levanto. Estamos em ano político, um ano delicado, um ano aterrorizante, porque a gente corre o risco de ter eleito um presidente como Bolsonaro e isso é extremamente retrógrado e aterrorizante. E quem lá de dentro vai representar a nossa comunidade, mulheres, negros, LGBT, pessoas com deficiência e assim vai… ? Dá medo. É por isso que estarei falando cada vez mais que a gente tem que parar de votar em coronel, em político que só pensa em si mesmo e começar a fazer política horizontal, criada pelo povo, junto com o povo e sendo representada pelo povo. A gente tem chances de mudar a história do nosso país.

Acha que após a morte da Marielle Franco as pessoas que estão envolvidas com pautas dos direitos humanos ficaram assustadas em adentrar na política?
Acho que algumas pessoas recuaram um pouco, mas acho que a maioria teve a sua luta potencializada. Estão com mais força de querer a cara no sol. A gente sabe que a esquerda vai ser alvo, isso é fato. Quando a gente vê uma execução dessa, sabe que a tentativa é de apagar toda uma história, toda uma luta. Dá medo, muito medo. Até que ponto a sua fala incomoda alguém? Até que ponto você está atrapalhando os planos de outras pessoas? Mas acho que isso não cala quem quer lutar por um espaço melhor e igualitário. Acho que só fortalece. Estaremos gritando e defendendo o que acreditamos com mais força. Eu falo por mim, se tiver que tomar um tiro para defender os meus ideais, estou disposta. O momento é esse. Não dá mais para ficar educando uma direita burra, ignorante e que não quer aprender. Já foi o tempo que a gente tinha de tentar convencer essas pessoas de nos entenderem, muitas vezes esquecendo da nossa luta para mudar a cabecinha do outro. Porque a cabecinha dele não vai mudar, porque ele não quer mudar. Se a gente precisar ser agressiva, a gente vai ser. Se precisar ser mais dura, a gente vai ser. 

Tem algo que eu não perguntei e que você gostaria de falar?
Eu queria muito agradecer a você pela oportunidade de escutar a minha história. É uma honra ser entrevistada por um portal que eu sempre li, e que não sabia de quem era, é uma honra mesmo. Acho que é um veículo muito importante que muitas vezes não é valorizado e respeitado, mas que tem um puta papel social.

  • Fotos: Mídia Ninja (ensaio topo) e Tassio Lopes

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Una persona tosta. Forte. Bellissima. E una leggenda. Queste sono alcune delle caratteristiche che possiamo evidenziare in Leandrinha Du Art. A 23 anni è una fotografa, scrittrice, attivista e relatrice. È anche un riferimento per donne trans, travestiti, LGBT e persone con disabilità.
Leadrinha gira per il Brasile parlando del suo percorso per accettare una persona su sedia a rotelle – è nata con la rara sindrome di Larsen, che influenza lo sviluppo delle ossa, ha persino subito diversi interventi chirurgici, fino a quando non ha intrapreso il processo di auto-accettazione. Poi ha detto al mondo che è una donna trans.

Per quelli che si aspettano una storia di sofferenza…Lei parla anche dei percorsi spinosi che ha vissuto, ma si assicura di lasciare riflessioni positive e parlare del grande momento in cui vive. Menziona i suoi privilegi, come essere accettata dalla sua famiglia, e riverisce i travestiti del passato che sono morti di transfobia aprendo la strada per arrivare al posto dove si trova oggi.
La chiacchiera esclusiva con Leandrinha è avvenuta attraverso una video chiamata tramite Facebook (sarebbe tramite Skype se il suono non fosse stato scarso). Parliamo di questioni che riguardano l’autocoscienza, le trans-fobie all’esterno (e all’interno) dell’ambiente, la disabilità, l’amore e il sesso. Dopotutto, è stanca di parlare solo dell’accessibilità. Sì, le persone con disabilità scopano. E scopano forte e con gusto!

Una cosa che molti transgender segnalano sempre è il conflitto con gli specchi. Come lo hai gestito e lo gestisci?
In primo luogo, si è verificato il conflitto più grande per capirmi come una persona disabile. Ciò che mi tratteneva non era essere trans, era la relazione che avevo con il mio corpo, l’immagine e lo specchio. Era essere una persona disabile e credere, tra virgolette, che ero “condannata” a una sedia a rotelle per il resto della mia vita e questo era il problema più grande di tutti. Capire me stessa come una trans, mi ero già capita da giovane. Non ero un ragazzo. E ovviamente sarebbe molto più difficile se non avessi il sostegno della mia famiglia. Sarei nella merda e probabilmente non sarei arrivata dove sono.

La popolazione trans finisce per avere alcuni standard estetici. Questo in qualche modo è diventato un problema?
Certo, cercano di adattare le persone a certe nicchie e inquadrarle. Cosa definisce essere una donna cis? Cosa definisce essere una donna trans? Sembra assurdo, ma c’è un’imposizione per creare uno schema per coloro che non sono standard. Ad esempio, sento una pressione e una imposizione per un modello specifico di essere trans. Come se essere una donna trans poteva essere solo quella che odia il proprio cazzo, quella che è molto femminile, che ha i capelli fino al culo, che esegue procedure estetiche. Con gli uomini trans, l’imposizione è che sia etero, peloso, cazzuto, un maschio alfa. Questa imposizione dell’immagine che troviamo nel nostro ambiente e io, come disabile, guardo questo ambiente e dico: quindi non sono una donna trans, perché non mi adeguo a questo modello, che non è altro che la cis retta normativa bianca e religiosa che anche le persone trans danno per scontato. Ma questo modello di società etero-normativa bianca e religiosa esclude gli LGBT e il punto fermo. La mia fortuna è che ho la piena convinzione di chi sono, di cosa ho bisogno o meno per dire se qualcosa mi definisce o no. Ma ci sono persone che si uccidono per cercare di adattarsi, per cercare di essere del livello imposto da questa dittatura degli standard.

Ho letto in un tuo testo che “Non è un corpo perfetto che ti rende potente, sexy, caliente, ma il modo in cui accetti e ami te stesso”. Come sentirsi bene e sicuri quando le persone ti indicano?
Non è semplice. Mi ci è voluto molto tempo per capirmi come una persona disabile. Avere un corpo diverso rispetto agli altri corpi, che combattono continuamente per cercare di trovarsi. Vedere solo donne cis che si uccidono per quello standard di bellezza. Ci sono persone che muoiono senza scoprire, senza mettere in evidenza ciò che sono veramente. Ma penso che tutto abbia il suo tempo ed è molto personale. Nel mio caso, ho dovuto nascondermi per anni in modo che oggi potessi portare la mia bellezza per tutto il Brasile. Sono stata in grado di iniziare il mio percorso quando ho detto: ho un corpo, è storto, sì, ci sono dei limiti, sì, ma va tutto bene. Andare oltre il problema e fingere che non esista è stupido e tortuoso. Ho scelto di andare di pari passo con il mio problema. Sì, sono diversa dalle altre persone e va tutto bene.

È successo qualcosa che ha dato il via?
Ciò è cambiato quando ho avuto il mio primo rapporto sessuale. Fu uno dei ragazzi più carini della scuola che mi fermò e disse: “Voglio un bacio”. Ho detto: come può il ragazzo più carino di questa scuola voler baciarmi? Come può vedere la bellezza in me, che continuavo a nascondermi sotto i miei vestiti larghi e non riuscivo guardarmi allo specchio e vedermi potente, caliente, desiderabile e capace di desiderare qualcuno? Mi ha dato il via in testa. Ora è il momento, dovrò smettere, perché le cose stanno accadendo davanti a me e io sono intrappolata dentro di me. Ma ci vuole un po ‘di tempo per capire e scoprire te stessa. Oggi, delle persone disabili LGBT, sono il loro riferimento. Ma ai miei tempi non avevo riferimenti, non ero in LGBT e non vedevo persone con disabilità. Oggi potrebbe essere più facile scoprirlo, perché stanno emergendo nuovi volti, le persone stanno conquistando le stesse cose e puoi guardare e dire: “Sono proprio come questa persona”.

Sei anche una fotografa. Cosa c’è di bello per te in questo aspetto professionale?
Penso che essendo una persona con disabilità cerco di guardare la bellezza da altre angolazioni. Ho sempre cercato la bellezza in ciò che si diceva non fosse bello. E la cosa curiosa è che le persone cambiano le loro concezioni quando vedono quella bellezza nella foto. Attraverso questo lavoro, dimostro di essere una fotografa con un’altra prospettiva, che posso fare altrettanto o meglio di molti professionisti che dettano bellezza, volendo o no. Perché la fotografia impone la bellezza, è uno dei dittatori di questa domanda. Ed è rivoluzionario demistificare questo mondo fotografando e cercando altre possibilità di bellezza.

Le tue lezioni parlano molto di autostima. Esiste l’identificazione delle donne cis e non su sedia a rotelle?
Sorprendentemente, il mio pubblico più grande è cis e donne eterosessuali. Raggiungo la tradizionale famiglia brasiliana in massa. È gratificante quando vedo una persona che ha ottenuto un dottorato e che, grazie alle cose che ho detto, ora può accendere la luce per fare sesso.
Qualcuno potrebbe trovare questo poco importante ma per coloro che hanno trascorso tutta la vita a scopare con la luce spenta perché si vergognavano del loro corpo, non c’è prezzo. Le donne della CSI hanno cercato questi adattamenti nei loro corpi secondo le norme che la società impone e che non sono reali, che sono cose assurde e che non accadranno. Quando racconto la mia storia e queste donne vedono che ho un corpo avverso al loro, forse perché sono più deboli del loro, si liberano. È liberatorio. La donna si guarda allo specchio e si vede potente anche con il seno caduto, con le smagliature, magre, grasse… Se avessi ascoltato il mio discorso anni fa, mi sarei capita molto più facilmente come una persona con disabilità.

Com’è stato dire alla tua famiglia che sei una donna trans?
Ho assunto per la prima volta l’omosessualità e dopo una settimana ho detto che sono una ragazza. La mia famiglia mi ha abbracciato due volte. Lei capisce, mi abbraccia e mi sostiene. In diverse interviste che do, il giornalista mi chiede: “Raccontami la storia del pregiudizio con la tua famiglia”. Ma non ho questa triste storia da raccontare. Non ero squartata, non ero buttata fuori di casa, non dovevo andare dietro l’angolo prostituendosi per necessità, so intorno a me che non funziona per la maggior parte. Capisco il mio privilegio e, attraverso il mio privilegio, cerco di dare voce a queste persone. So che molti sono morti, quindi oggi posso parlare su un palco con centinaia di persone. So che molti hanno fatto sesso con soldati e in seguito sono stati assassinati da loro nella dittatura. So che molti hanno avuto i loro corpi bruciati, quindi sono qui per rilasciare questa intervista. Capisco tutto questo lignaggio e non voglio parlare per queste persone. Ma ricordo che esistono.

In che modo l’essere su una sedia a rotelle influenza la tua vita come una donna trans e esserlo influenza la tua vita sull’essere su una sedia a rotelle?
C’è una linea sottile tra due piccole cose. Le persone mettono le persone con disabilità a livello di pietà e gloria. Tutto quello che fanno dice “Oh, una persona disabile l’ha fatto, congratulazioni, lodiamola.” Oppure, “Oh, poveretta, una persona disabile, che peccato per lei”. Già travestito – e userò questo termine, perché è un termine politico – sappiamo che è visto come marginale, come prostituta, come una persona instabile. Ma poi quando le persone mi vedono, pensano: “E’… gente, cazzo. Dovrò amare, compatire o odiare? Quindi non c’è via di mezzo. Sono un travestito e su una sedia a rotelle, affrontatelo. Come capirai questa storia?

Cosa devono ancora sapere le persone sulle persone con disabilità oggi?
Essere consapevoli del fatto che le persone con disabilità non sono una tribù isolata nel mezzo del bosco. Sono nella società con me, con te, con tutti gli altri. Ci sono persone con disabilità estremamente trans-fobiche, macho, davvero cattivi. E ci sono persone con disabilità che sono carine … Devono sapere che le persone con disabilità hanno qualche tipo di limitazione, ma sono persone normali, che lavorano, consumano, mangiano, fanno sesso, sono amministratori delegati … Dobbiamo smettere di vedere la persona attraverso un bicchiere, come se fossero lì, lontano da me, e io qui. Comprendi che tutti sono nella stessa barca, solo allora le cose iniziano ad andare. Compreso andare avanti nelle discussioni che vengono fatte. Neto, non voglio più parlare di corrimano e rampe. Non voglio più. Per millenni da quando hanno iniziato i militanti handicappati, questa è la solita fottuta discussione. Non che non sia necessario, ma dobbiamo andare avanti. Non cambia niente, niente, niente, mettere una rampa mentre la persona non si capisce come una persona con disabilità. Non sto parlando solo di rampa, ma di mobilità in generale. Non serve avere uno spazio inclusivo totale, se non lavoriamo su questa persona, che non vuole nemmeno uscire di casa. Dobbiamo fare molta strada nelle discussioni.

DOMANDA DEL LETTORE MARIANA QUEIROZ: “Neto, chiedile quali pregiudizi ha incontrato all’interno della comunità LGBTQ per essere legata alla sedia a rotelle?”
Sai, proprio come le persone con disabilità, anche le persone LGBT sono brave, così come le persone cattive, e alcune persone LGBT ci credono! Non sono mai stat
a in nessuna situazione, ma ci sono occhi, e se qualcuno sa leggere uno sguardo di oppressione e pregiudizio, è l’oppresso.

Di quale altra materia pensi che dovremmo parlare?
Sessualità, ad esempio …

Quindi parliamo…
Vado in tutto il Brasile a dire: le persone con disabilità scopano. E scopano forte e scopano con gusto. Parlarne di questo è, oltre a una trasgressione, perché la trasgressione è una delizia, qualcosa di molto importante per noi per mettere da parte l’aspetto di pietà. Sto cercando di indurre le persone a sminuire i loro corpi continuamente, per far sì che le persone si capiscano come persone con disabilità. Per me, la mobilità è solo un taglio per la persona di vivere in questo mondo. È utile soltanto per la comodità di andare e venire, perché ogni essere umano ha il diritto di andare e venire.
Ma a cosa serve la mobilità? Bene, potresti pensare che sto riducendo la lotta per la mobilità, ma non è cosi. In ogni momento sto dando respiro a causa della mobilità nella mia vita quotidiana, perché viviamo in un paese che non è disposto a ricevere persone con disabilità, che siano nate con disabilità o diventino disabili. Ci sono più di 48 milioni di persone. Ma al di là della mobilità, dobbiamo parlare di altre cose, come l’occupazione, la sessualità, parlare di occupare posti, avere persone in politica, all’interno delle aziende. Dobbiamo andare avanti.

Sei etero, lesbica, bisessuale …?
Sono etero … Tutti si arrabbiano, vero? Ma sono una donna eterosessuale eterna (ride). Di recente ho frequentato uomini trans. È qualcosa di nuovo ed è stato meraviglioso. Penso che la sessualità passerà dal lasciarsi sperimentare su tutto.

Cosa significa l’orgasmo per te?
Penso che abbia maggiori probabilità di scoprire i propri piaceri come persona disabile che come una trans. Tutto questo viene prima e la domanda trans si pone quando hai già risolto queste domande. Non sono una donna che odia il proprio cazzo, inizia già da lì. Adoro il mio cazzo e ci lavoro molto bene, grazie. Non è mai stato un problema esplorare completamente la mia sessualità e le mie storie erotiche, grazie a Dio, mi hanno fatto conoscere molto bene. Siamo stati fottuti da allora. E cazzo molto bene. Con più di uno alla volta, facendo molte cose interessanti, ma è una cosa molto privata, perché a molti può sembrare promiscuo, peccaminoso o semplicemente folle. Ma per me la sessualità è semplicemente naturale. Non devi privarti di conoscere il tuo corpo. Ciò non significa che lo devi dar via come se non ci fosse un domani, ma capire e guidare i tuoi desideri.

Qual è stata la tua migliore scoperta nel sesso?
Non credo di essermi affezionata a questo stigma che le donne trans sono solo passive, devono solo darne quattro, devono solo essere una bambina. Non aggrapparmi a questo mi ha permesso molti piaceri, lasciandomi esposta soltanto a scopare, sesso, amore, qualunque modo tu voglia chiamarlo. E non attaccarmi alle cose di routine, in cui il femminile è sempre passivo, dove devo fare sesso a letto, con la luce spenta. Tutti questi problemi mi hanno fatto avere una vita sessuale molto più ampia.

Qual è il buon sesso per te?
Sto cercando di immaginare la mia ultima bella scopata. Per quanto io sia una vacca, sono molto romantica. Posso scopare 200 ragazzi, ma penso che non saranno abbastanza bravi a meno che non mi piaccia una persona. A parte una bella scopata, ora sarò come Clarice Lispector, avere complicità, affetto. Devi avere, altrimenti è solo un’altra scopata. Ho avuto delle belle scopate che sono durate 15 minuti e ho trascorso 4 ore a scopare senza sosta pentendomene profondamente. Uscirà una mia storia dove l’uomo dice: “oh, devo iniziare a farmi coinvolgere con più persone su le sedie a rotelle”, perché lo avevo sconvolto. Ho ribadito, “Quindi devo coinvolgermi meno persone dai capelli rossi”, perché aveva i capelli rossi. Bene, non perdono l’opportunità di essere arroganti.

Hai mai avuto un grande amore?
Caspita, già. Ed è stato terribile (ride). Non volevo parlarne. Ma per te parlo. Ho vissuto ed è stato bellissimo.

(ride) È stato bellissimo o terribile?
(ride) È perché sono ancora innamorata di lui, ma ho dovuto rinunciarci. Memorizza bene questa frase: “Non smetterei mai di fare quello che faccio, vivere la vita che vivo e lavorare come lavoro a causa di un cazzo”. Sopra qualsiasi altra cosa ci sono io. Non apro mano di me stessa per nessuno, assolutamente nessuno. Penso che permetterti di sperimentare questi grandi amori sia un compito difficile. Consentire a te stesso di sperimentare questi grandi amori è imparare molte cose e tu impari solo prendendolo nel culo. E non serve a niente, questo ragazzo sa che sono innamorata di lui e le persone a cui parlo sanno che mi piace, ma c’è un limite. Hai capito più o meno?

Sì, ho capito. Cosa fai quando non sei in viaggio, a lezione?
Al momento attuale, mi piace molto guardare le serie televisive. Sto lavorando a orrori, ho viaggiato molto, scritto molto e non ho tempo per il piacere. Il tempo che ho, guarda le serie. E di solito riguardano cose che non hanno nulla a che fare con quello che faccio. Se guardassi una serie su LGBT impazzirei (ride). Ci sono troppe informazioni, quindi guardo cose banali, ad esempio Grey’s Anatomy, How to Get Away with Murder, The Most Straordinary Homes in the World. Ho visto tutte le serie che riguardano la legge di Netflix. Sono laureata in giurisprudenza presso Netflix (ride).

Cosa possiamo aspettarci da te quest’anno?
Penso che venga prima delle scommesse, molte sfide. Quest’anno sarà il momento in cui le persone mi vedranno rappresentare ulteriormente le bandiere che alzo. Questo è un anno politico, un anno delicato, un anno terrificante, perché rischiamo di aver eletto un presidente come Bolsonaro e questo è estremamente arretrato e terrificante. E chi all’interno rappresenterà la nostra comunità, donne, neri, LGBT, persone con disabilità e così via …? È spaventoso. Questo è il motivo per cui dirò sempre di più che dobbiamo smettere di votare per il colonnello, un politico che pensa solo a se stesso e inizia a fare politiche orizzontali, create dal popolo, insieme al popolo e rappresentate dal popolo. Abbiamo la possibilità di cambiare la storia del nostro paese.

Pensi che dopo la morte di Marielle Franco le persone coinvolte nelle agende sui diritti umani abbiano avuto paura di entrare in politica?
Penso che alcune persone si siano ritirate un po ‘, ma penso che la maggior parte abbia avuto il potere di combattere. Hanno più forza per desiderare i loro volti al sole. Sappiamo che la sinistra sarà presa di mira, questo è un dato di fatto. Quando vediamo una simile esecuzione, sappiamo che il tentativo è di cancellare un’intera storia, un’intera lotta. È spaventoso, molto spaventoso. Quanto disturba qualcuno il tuo discorso? Come stai rovinando i piani degli altri? Ma penso che questo non metta in silenzio chiunque voglia lottare per uno spazio migliore e più egualitario. Penso che si rafforzi solo. Grideremo e difenderemo ciò in cui crediamo più fortemente. Parlo da sola, se devo prendere una pallottola per difendere i miei ideali, sono disposta. Questo è il momento non puoi più stare ad educare una destra stupida e ignorante che non vuole più imparare. È passato un po ‘di tempo da quando abbiamo dovuto cercare di convincere queste persone a capirci, spesso dimenticandoci della nostra lotta per cambiarci a vicenda. Perché la sua testolina non cambierà, perché non vuole cambiare. Se dobbiamo essere aggressivi, lo saremo. Se dobbiamo essere più toste, lo saremo.

C’è qualcosa che non ti ho chiesto di cui vorresti parlare?
Volevo davvero ringraziarti per aver ascoltato la mia storia. È un onore essere intervistata da un portale che ho sempre letto e non sapevo di chi fosse, è un onore. Penso che sia un veicolo molto importante che spesso non viene valorizzato e rispettato, ma ha un ruolo sociale importantissimo.

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